Como as pontas dos ferrinhos velhos
olho a minha alegría no espelho
trocando mesma em orin duradouro
como uma ilusâo errada d ouro.
Como o sertâo q surpreende ao viajante
com uma imensidâo flagrante;
como a desesperada esperança
q tem Riobaldo nas suas lembranças.
Abaixo meus olhos e prossigo adiante.
A vida é um rolar eterno na dor
disfarçada d sorriso e color;
então eu devo tambén carregar
a parte da fantasia no meu vagar
nessa loucura de ser pensador.
(9/2/2003 - 12h)
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